Gerir os remédios de forma segura é essencial para evitar erros que podem causar doença grave, hospitalizações desnecessárias ou morte
Especialmente por pessoas idosas ou com doenças crónicas.
Uma boa gestão dos 'remédios', ou seja, da medicação, também aumenta a eficácia dos tratamentos e a qualidade de vida, permitindo que as pessoas se mantenham mais autónomas em casa.
PARA REFLETIR
O impacto dos erros de medicação
Estudos em contexto domiciliário mostram taxas significativas de erros por cuidadores informais, incluindo doses em falta, doses a mais ou medicamento errado, o que pode comprometer diretamente a segurança da pessoa cuidada
Os mais velhos são mais vulneráveis
Muitos idosos vivem com várias doenças crónicas e tomam múltiplos medicamentos (polimedicação), o que aumenta o risco de interações perigosas, quedas, confusão e descompensação de doenças se a medicação não for rigorosamente organizada.
Riscos no domicílio
Em casa, são frequentes erros como comprimidos esquecidos, tomas duplicadas, troca de embalagens semelhantes, medicação desatualizada que ninguém reviu, medicamentos perdidos, etc., o que contribui para taxas elevadas de erros.
Outros Riscos
Fatores como dificuldades visuais, perda de memória, frascos pouco legíveis ou ausência de apoio de cuidadores agravam estes riscos, pelo que o domicílio deve ser visto como um ambiente prioritário para estratégias de segurança da medicação.
Benefícios de uma gestão segura
Uma gestão estruturada da medicação (esquemas atualizados, horários claros, revisão regular e esclarecimento de dúvidas com profissionais de saúde) reduz hospitalizações, idas às urgências e (re)internamentos associados a erros de toma.
Quando a medicação é tomada corretamente, os tratamentos tendem a ser mais eficazes, o controlo das doenças melhora e muitas pessoas conseguem manter-se em casa, com maior autonomia e qualidade de vida.
o que significa gestão segura?
Envolve práticas como conhecer o motivo pelo qual cada medicamento está prescrito, confirmar sempre “cliente certo, medicamento certo, dose certa, via certa e hora certa”, manter um registo atualizado e partilhado entre profissionais, família e cuidadores e rever a medicação com regularidade.
Também implica simplificar esquemas terapêuticos sempre que possível, utilizar lembretes (caixas organizadoras, alarmes, notificações diversas, etc.) e promover uma cultura em que dúvidas ou erros são discutidos abertamente para aprender e reduzir danos futuros.


